Até o início da década passada, poucos seriam capazes de imaginar que teríamos carros capazes de rodar sem o auxílio do motorista antes de 2050. Prever a possibilidade de comandar o sistema de som do veículo por meio de gestos, então, parecia coisa de ficção científica – os ajustes eram feitos por meio de botões.

E ter uma tecnologia que faz as vezes de manobrista? Essa veio até rápido, mas, principalmente no Brasil, pouca gente sabe que há diversos carros com esse recurso à venda.

Mas, para a indústria automotiva, o futuro chegou rápido. Atualmente há carros com tecnologias que nem Robert Zemeckis, diretor de “De Volta para o Futuro”, poderia ter imaginado. E os próximos anos prometem surpreender ainda mais. Veja alguns exemplos.

ASSISTÊNCIA AO ESTACIONAMENTO
O sistema já é um velho conhecido e está disponível até no Ford Focus. Antes, só ajudava a estacionar em vagas de baliza, esterçando o volante e dizendo ao motorista quando frear e acelerar. Depois, passou a colocar o veículo em vagas perpendiculares. Em automóveis mais modernos, já não há necessidade de acionar os pedais de acelerador e freios; o sistema faz isso automaticamente. Em alguns países, já é possível parar o carro sem necessidade de haver alguém ao volante. A tecnologia é comandada pela chave, no BMW Série 7, e por meio de aplicativo de smartphone, no Classe E (esse recurso não foi homologado para os Mercedes-Benz no Brasil). O próximo passo é fazer com que, por meio de comandos feitos do lado de fora, o carro possa procurar vagas sozinho.

PAINEL VIRTUAL
No lugar do quadro convencional, o sistema tem tela personalizável, na qual o motorista escolhe quais informações quer ver em destaque. O primeiro com essa solução foi a terceira geração do Land Rover Range Rover Vogue, lançada na Europa em 2010. A partir de 2014, o sistema passou a vir nos novos Audi que chegaram ao Brasil, como TT, Q7 e A4, em versão bem mais moderna. Nos carros alemães, dá para colocar em destaque velocímetro e conta-giros, mapas do navegador GPS e dados do sistema de som, por exemplo. O F-Pace, da Jaguar, levou a tecnologia além: seu painel virtual projeta imagens em 360° do local para o qual o carro está indo. A tecnologia, porém, não está disponível no País.

COMANDOS POR GESTOS
Disponível no BMW Série 7 – inclusive na versão vendida no Brasil –, o sistema permite que o motorista (ou o ocupante do banco dianteiro) posicione o cotovelo sobre o console e acione diversas funções na tela central. Girando os dedos dá para regular o volume do som. Com movimentos das mãos estendidas é possível escolher imagens de qualquer câmera externa.

CARRO AUTÔNOMO
Os sistemas disponíveis ainda são semiautônomos e exigem que o motorista segure o volante enquanto o carro roda. A tecnologia utiliza radares e sensores para frear e acelerar, além de movimentar o volante, inclusive para contornar curvas. O novo Mercedes Classe E trouxe um avanço: se o motorista não reagir aos avisos para retomar o volante, o sistema pode parar o sedã sozinho. A Audi promete lançar neste ano o primeiro carro com funções autônomas. Trata-se do novo A8, cujo sistema será capaz de assumir o volante, conforme a situação, sem interferência do motorista. A estreia do carro autônomo está prevista para a próxima década.

HEAD-UP DISPLAY
Lançado em meados da década passada, no BMW Série 5, o dispositivo projeta informações do painel de instrumentos no para-brisa do carro, permitindo que o motorista não desvie os olhos da pista, o que aumenta a segurança. Com o passar dos anos, o recurso passou a suportar cada vez mais informações, e de maneira personalizável, permite que o motorista escolha o que deseja ver. O próximo passo é o uso de realidade aumentada, recurso mostrado no protótipo Q8, da Audi. Será possível ver no para-brisa ainda mais informações, como mapas e imagens em 3D. Haverá até a possibilidade de fazer compras sem sair do carro, com auxílio de comandos de voz.

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